O Monte!

 

 

 

Mais uma vez o Monte alucinado,

Tenta erguer o corpo arruinado,

Num esforço titânico, brutal,

De quem `sta a ver a Morte ao pé, fatal!

E grita, vocifera, e ameaça

Contra o valor indômito da Praça

Que lhe sorri benigna indiferente

Às pragas odientas do dementes!

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P`ra sua salvação cheia d`esperança

Em busca dum valor que não alcança

Tem andado à toa, em tournée.

E de si próprio o Monte já descrê...

Que desce do Palácio de Cristal,

Aonde por favor foi, por sinal,

À feira anual, a um mercado

De Penafiel, ou p`ra esse lado

Mas nem assim o Monte valoroso

Consegue um dito honroso

Para o seu rancho mau, desordenado,

A contorcer-se agora, desvairado!

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Povo da Praça, deixai-o blasfemar,

Ouvi-lhe frente a frente, cara ao ar,

O que ele grita louco, dìra aceso,

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Mais do que indiferente, com desprezo!

 

                                    Quartel General da Praça.