Sempre a cantar

 

 

Ai a rolinha meu amor

Caiu na areia linda flor

Leva-a p`ra casa meu amor

Dá-lhe da ceia.

 

Atirei com uma rosa ao ar

Atirei com uma rosa ao chão;

Atrevida foi a rosa

Que picou meu coração.

 

Estou preso aqui

Nesta cadeia

Com ciúmes de ti.

 

Ponha aqui (bis)

O seu pezinho

Ponha aqui (bis)

Ao pé do meu

Ao virar (bis)

O seu pezinho

Um abraço (bis)

Lhe dou eu.

 

Ó oliveira da serra (bis)

O vento leva a flor

Ai só a mim, só a mim

Ninguém me leva

Ai para o pé, para o pé (bis)

Do meu amor.

 

Se o teu amor rendilheira

Não fosse de mais ninguém

Ao pedir-te só um beijo

Em vez dum davas-me cem.

 

            São tão bonitas

            As rendilheiras

            São tão catitas

            E feiticeiras

            Ó que belo Rancho

            Este da Praça

            Que canta e ri

            Com vida e graça.

 

Que te importa ser morena

Se a cor morena seduz

Não tens acaso no rosto

A mesma cor de Jesus.

 

A própria Virgem Maria

Era morena também

Ser morena, ser morena

Não fica mal a ninguém.

 

            Ó vira não vira

            Ó vira virou

            As voltas do vira

            Sou eu quem as dou.

 

Quem quer beijinhos d`amor

Abraços d`amor quem quer

Os abraços e os beijos

São a graça da mulher!

 

Anda lá para diante

Ou retira do caminho

Quem vai para amar a outro

Não vai tão devagarinho.

 

Corre o vinho dos pichéis

Para os lábios das moçoilas

Mais vermelhas que as papoilas

Com as larachas dos maneis.

 

Há merendas pelos prados

Gargalhadas pelo ar

À beirinha dos valados

Ouve a gente murmurar.

 

            Maria...

São teus olhos cor de azeitonas

            Cachopa

São teus lábios qual cereja

São teus cachos d`uvas que abandonas

À vindima desta boca que as deseja.

 

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