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Vira de amor
És bonita e graciosa?
Arrecada o coração;
Às vezes murcha uma rosa
E ninguém sabe a razão.
A chinela bem batida,
Não vás tu escorregar...
Olha que os passos da vida
Quem sabe onde vão para!
Ó rendilheira, a almofada
Não é como o pavilhão;
Se nela deixas a alma
Deixas nele o coração.
Os teus braços vem aos meus,
Logo foges escaldada...
Fico a pensar: queira Deus
Não sejas lenha queimada!
Da roda ninguém me tira
- É como a gente a sonhar...
Dá estas voltas... suspira,
Que logo vamos casar.
VENTURA DO PAÇO
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